1 ano de Brumadinho

Após 1 ano do crime da Vale os atingidos pela tragédia vão as ruas denunciar as ações da mineradora e homenagear as vítimas.

O MAB - Movimento dos Atingidos por Barragens percorreu pelas cidades atingidas pelo Rio Paraopeba documentando os atos. 

Eu acompanhei o MAB fotografando e registrando as histórias. 

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Resgate

 

Na semana em que se completou 1 ano do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, Minas chorava. O MAB, Movimento dos Atingidos por Barragens, juntamente com as famílias atingidas e aliados mobilizaram manifestações do dia 20 à 25 de Janeiro por todas as cidades que foram devastadas pela ruptura da Barragem ao longo do rio Paraopeba.


Foram dias debaixo de sol e chuva, choro e urros, onde os atingidos relembraram o mundo de suas dores e reivindicaram seus diretos.

Teve greve pelas cidades

Teve paralização

Teve verdade sendo expostas.

 

Ao longo da semana a chuva não cessou, no dia 24 de Janeiro o rio transbordou em Betim (MG) e inundou casas de moradores, entre eles Luciana da Silva Pereira, 34 anos, mãe, trabalhadora e uma das atingidas pela barragem há 1 ano. A equipe do MAB, junto com a Defesa Civil, foi fazer a retirada das famílias em  áreas de risco junto com a equipe de comunicação que foi registrar tudo.

De tudo que foi vivido nessa semana, pode-se pensar que existe uma grande parcela da população que foi esmagada e esquecida. Pelas custas da lucratividade, vidas são continuamente desvalorizadas.


Mas essa mesma parcela redefine a palavra resistência, sobrevivendo como podem, escancarando a verdade e não se diminuindo, eles resistem.

Os atingidos resistem.

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MARESSA

ANDRIOLI